Medicina Integrativa

No final da década de 1990, na tentativa de descrever um novo modelo de saúde que retrate a integração dos diversos modelos terapêuticos, mais do que simplesmente opere com a lógica complementar, e que ofereça o cuidado integral à saúde, foi criado o termo “Medicina Integrativa” (MI).

É um novo paradigma no campo da saúde, sobretudo porque ela veio superar a dicotomia entre medicina convencional chamada alopatia ou biomedicina, por um lado, e medicinas alternativas e complementares, por outro, que incluem o princípio da espiritualidade entre as dimensões do ser humano biopsicossocial. A MI é baseada em pesquisas clínicas e evidências científicas, que permitiram a sua validação com a utilização da medicina baseada em evidencias (EBM).

Coloca o paciente como uma pessoa completa: corpo, mente e espírito, no centro da relação terapêutica, dando mais importância a pessoa do que a doença. Assim o desenvolvimento da MI exige um forte avanço na humanização das relações profissionais de saúde/paciente e exige mudanças na educação em saúde.

A MI vem para transformar o sistema de cuidado à doença em sistema de cuidado à saúde. Define cuidado integrativo à saúde com base em quatro temas: Filosofia e valores: trata a pessoa como um todo, avalia suas propriedades inatas, promove saúde e previne doenças; Estrutura: relação não hierárquica e interdisciplinar da medicina convencional com a medicina complementar para o cuidado centrado no paciente; Processo: abordagem em equipe com a construção de um consenso, respeito mútuo e uma visão ampliada do cuidado à saúde; Resultados: cuidado mais efetivo e custo efetivo, multiplicando o número de estratégias disponíveis ao paciente.

A MEDICINA INTEGRATIVA é a fronteira, é o futuro.

 

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Veja Também:
Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) – Ministério da Saúde, 2006 – 2016
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